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Professora da UFG agredida quebra ossos do rosto e fará cirurgia | G1

Elizabeth Caramaschi segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo). Idosa vai passar por nova avaliação nesta quarta-feira (21).

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A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, espancada por um homem enquanto caminhava no Setor Bueno, em Goiânia , sofreu fraturas em praticamente todos os ossos do rosto. Ao g1 , Thiago Caramaschi, filho da idosa, contou que a informação foi repassada pela médica intensivista da unidade e confirmada por exames de tomografia.

"A informação é "praticamente" todos. Essa informação que recebi da UTI e dá para ver isso nas tomografias", informou Thiago.

De acordo com Thiago, a idosa precisará passar por uma cirurgia de reconstrução da face. O procedimento, porém, só deve ocorrer após a redução do pico inflamatório e a estabilização hemodinâmica, previstas após as primeiras 72 horas. O filho disse ainda que, nesta quarta-feira (21), a mãe passará por nova avaliação com a equipe bucomaxilofacial para planejar os procedimentos reparatórios.

Elizabeth foi agredida com uma garrafa de vidro quebrada por Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, no domingo (18). O ataque foi registrado por uma câmera de segurança. Ela está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).

Ao g1 , a Defensoria Pública do Estado de Goiás disse que "representou o investigado durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e não comentará o caso".

Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, foi atacada em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Cirurgia depende de estabilidade clínica

Segundo boletim divulgado pela família, a intervenção cirúrgica de reconstrução bucomaxilofacial só poderá ser realizada após a idosa atingir estabilidade clínica e hemodinâmica, superando a fase mais crítica das primeiras 72 horas, período em que o processo inflamatório atinge o pico.

Kaio foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia, quando teve a prisão convertida em preventiva. Ele deve responder por tentativa de feminicídio. Ao ser detido em flagrante pela Polícia Militar, Kaio declarou que "ouviu vozes do céu" que ordenavam o ataque, levantando a suspeita inicial de que estivesse em surto psicótico.

Kaio também segue internado sob escolta no Hugo, onde recebe atendimento médico após ter sido baleado na perna pelos policiais durante a tentativa de imobilização no momento da prisão. Procurada, a Defensoria Pública informou que não vai comentar o caso.

Segundo apuração da TV Anhanguera, durante audiência de custódia, ao ser questionado pelo juiz se possuía vícios ou transtornos psiquiátricos, o suspeito negou. A Defensoria Pública solicitou a realização de um exame de sanidade mental, alegando que o homem apresentou falas desconexas e confusão mental sobre o ocorrido.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) se manifestou contra o pedido de exame e defendeu a manutenção da prisão preventiva, argumentando que a conduta do suspeito não indicava surto e que a liberdade dele traria risco concreto de reiteração criminosa.

Idosa foi atacada na rua em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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Wednesday, October 21, 2026

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