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Wednesday, September 9, 2026

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Menina que viralizou ao dançar com mãe em hospital do RS comemorava recuperação dos movimentos após crise de doença rara; veja VÍDEO | G1

Livia Borges, 14 anos, tratava a Síndrome de Guillain-Barré no Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre. Cena foi gravada por neuropsicóloga de prédio vizinho e emocionou a internet.

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O vídeo de mãe e filha dançando em um corredor do Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre , teve um significado profundo para a família da adolescente Livia Borges , de 14 anos.

Após receber alta médica do tratamento contra a Síndrome de Guillain-Barré, a jovem e a mãe, Elisiane Marques Lopez, relataram que os movimentos registrados representaram os "primeiros passos" após dias de luta e reafirmaram a fé das duas.

A gravação foi feita do prédio em frente. A neuropsicóloga Lidiane Klein aguardava um paciente no consultório quando viu a cena do outro lado da rua. Sem conhecer a história por trás do vidro, ela publicou o registro com uma reflexão: "Não espere que tudo esteja bem para permitir que a vida aconteça".

Para a paciente, a comemoração no quarto foi além de um ensaio para a Semana Farroupilha. Livia destacou que a superação da fraqueza muscular causada pela doença rara foi sustentada pelo apoio familiar e pela crença pessoal durante a internação.

"Isso representou muito a nossa força e a nossa fé, que nunca em nenhum momento nos abandonou. A gente achou conforto na fé, eu achei conforto nos meus pais, na minha mãe", afirmou a adolescente, classificando a melhora como uma grande vitória.

A mãe descreveu o período no hospital como dias tensos e de muita batalha. Segundo Elisiane, ver a filha retomar a capacidade de dançar trouxe esperança e renovação.

"Para nós, foi como se ela estivesse dando os primeiros passos e ainda mais cultivando as tradições", disse Elisiane.

Livia foi diagnosticada com a condição autoimune que ataca os nervos periféricos. Agora fora do hospital, a adolescente, que pertence à segunda geração de tradicionalistas da família, planeja retornar a Bagé, cidade natal, para se reintegrar ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sentinela da Fronteira.

"Entre paredes de hospital, desafios e dias difíceis, nós duas encontramos um jeito de continuar dançando", disse Elisiane.

Para a autora do vídeo, a imagem ganhou um novo significado após ela entrar em contato com a família e entender o diagnóstico da adolescente.

"Eu achava que estava registrando simplesmente uma menina dançando. Depois compreendi que aquela dança representava muito mais: representava a possibilidade de voltar a dançar", afirmou a neuropsicóloga Lidiane Klein.

Mãe e filha dançam juntas em hospital para comemorar avanço de tratamento — Foto: Lidiane Klein e Arquivo pessoal

Mãe e filha dançam juntas em hospital para comemorar avanço de tratamento — Foto: Reprodução

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