VÍDEO: Sapo-cururu atacado por cão volta à natureza após exames em MG | G1
Animal ficou quase três semanas em tratamento no Hospital Veterinário da UFU, em Uberlândia, após ser resgatado com ferimentos e sinais de intoxicação.
O sapo-cururu Naveen, atacado por um cachorro e tratado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), voltou à natureza após quase três semanas de recuperação. O animal foi solto no sábado (10) em uma área próxima à Represa de Capim Branco, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, depois de passar por exames de raio-X e por uma avaliação no olho para confirmar a cicatrização de uma lesão.
Naveen chegou ao hospital em 18 de setembro, após ser encontrado por uma moradora do bairro Nossa Senhora das Graças. O cachorro da família havia atacado o anfíbio, e a mulher levou o animal para receber atendimento veterinário.
Durante o tratamento, a equipe identificou inchaço, alterações no organismo e sinais de intoxicação. Exames apontaram aumento da concentração de amônia no corpo do sapo, além de alterações neurológicas, como inclinação do corpo e dificuldade para manter a posição normal.
Sapo passou por tratamento e exames antes da soltura
Sapo-cururu passa por exame de vista — Foto: Divulgação
Durante a recuperação, Naveen recebeu cuidados para tratar os problemas identificados pela equipe veterinária. O ambiente em que ficou foi adaptado para oferecer condições mais adequadas à espécie, principalmente em relação à umidade.
O animal também passou por exames de imagem, incluindo raio-X, e por um tratamento para uma úlcera de córnea, uma lesão na superfície do olho.
Antes da soltura, os veterinários realizaram um exame para verificar se a lesão havia cicatrizado completamente. O procedimento utilizou um corante que permite identificar possíveis áreas ainda lesionadas.
Como não houve resíduos do corante após a lavagem do olho, a equipe confirmou a cicatrização da úlcera. Com a recuperação, Naveen estava apto a voltar ao ambiente natural.
Raio-x do Sapo-cururu — Foto: Reprodução/TV Integração
Sapo passando por exames — Foto: Reprodução/TV Integração
Além de fazer parte da biodiversidade brasileira, o sapo-cururu contribui para o equilíbrio ambiental ao se alimentar de insetos e outros pequenos animais.
Os veterinários orientam que, ao encontrar um sapo em casa ou na rua, as pessoas mantenham os animais domésticos afastados e procurem ajuda especializada, sem tentar capturar ou manipular o anfíbio.
O sapo-cururu possui glândulas na pele que liberam uma substância capaz de provocar irritação e intoxicação quando entra em contato com os olhos ou a boca, especialmente se houver pressão sobre a região.
Sapo-cururu de volta a natureza — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A orientação dos veterinários é que as pessoas não tentem capturar ou manipular sapos encontrados em casa ou na rua.
O ideal é afastar animais domésticos e procurar ajuda especializada para fazer o manejo do animal silvestre.
O sapo-cururu possui glândulas na pele que produzem uma substância capaz de causar irritação e intoxicação quando entra em contato com os olhos ou a boca. A substância é liberada principalmente quando a região é comprimida.
Em caso de contato acidental, a recomendação é lavar bem as mãos com água e sabão e evitar levá-las aos olhos ou à boca.
O ideal é não tocar nos sapos — Foto: Reprodução/TV Integração
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