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UTI pediátrica de hospital de MT é interditada por falta de médicos | G1

Medida foi determinada pelo CRM-MT após fiscalização constatar que problemas na escala médica, identificados em agosto, não haviam sido solucionados.

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Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande — Foto: Reprodução

A UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) foi interditada nesta terça-feira (22) após determinação do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), devido a problemas relacionados à falta de médicos na unidade. A partir da medida, o hospital fica proibido de admitir novos pacientes nesses setores.

Em nota a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informou que a escala médica referente ao mês de setembro, já foi regularizada e encaminhada ao CRM-MT. Segundo a pasta atualmente, a unidade conta com 10 médicos atuando na área, e a Secretaria trabalha para a contratação de mais três profissionais, com o objetivo de reforçar a escala e garantir cobertura durante períodos de férias e eventuais afastamentos.

“A interdição parcial não compromete a assistência aos pacientes que já estão internados na unidade. Atualmente, a UTI conta com sete pacientes, que permanecem sob acompanhamento e cuidados da equipe médica. [...] Caso haja necessidade de internação de um novo paciente, a direção do hospital adotará as providências necessárias junto à Central de Regulação do Estado”, diz trecho da nota.

Segundo o CRM-MT, a interdição será feita de forma gradual, considerando a complexidade do serviço. O município deverá providenciar a transferência dos pacientes que já estão internados ou comprovar que a escala médica foi regularizada.

A decisão foi tomada após uma fiscalização realizada em 15 de setembro. De acordo com o conselho, problemas identificados em uma inspeção anterior, feita em agosto, permaneciam sem solução. Na ocasião, o município havia recebido um prazo de cinco dias para adotar as medidas necessárias.

O órgão informou que a interdição tem caráter preventivo e busca garantir condições adequadas e seguras para o atendimento dos pacientes.

A medida não determina a interrupção da assistência aos pacientes que já estão internados. Segundo o conselho, o município deve garantir a continuidade do atendimento, inclusive com transferência para outra unidade, caso seja necessário.

A interdição permanecerá em vigor até que sejam comprovadas as condições necessárias para o funcionamento seguro da UTI Pediátrica e Neonatal.

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Sunday, October 11, 2026

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