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Tuesday, September 29, 2026

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Lauren Jauregui fala sobre reunião do Fifth Harmony e Carnaval no Brasil: 'Nunca vivi algo assim' | G1

Em turnê intimista pelo Brasil, cantora cubano-americana falou ao g1 sobre independência na música, memórias no país e como está o girl group após reunião em 2025.

· 1,092 words

A cantora Lauren Jauregui, ex- Fifth Harmony , passou pelo Brasil no fim de setembro com os shows "One Night", que passaram por São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A série de apresentações intimistas foi a forma que a cantora encontrou de se manter próxima dos fãs, mesmo antes do seu álbum de estreia.

Sim, álbum de estreia: desde que o grupo entrou em hiato, em 2018, Lauren não lançou um disco de estúdio completo, somente EPs. Segundo a artista, foram "muitos obstáculos" até que ela pudesse finalmente criar um álbum para chamar de seu (ainda não há nome, nem data, mas ela garante que vem aí).

Nesse meio tempo, a cantora cubano-americana fez parcerias de sucesso e até abriu seu próprio selo, a Attunement Records. Também veio ao Brasil algumas vezes, inclusive neste ano, para curtir o Carnaval no Rio — de quebra, foi vista na casita (setor para convidados) durante o show do Bad Bunny, experiência que ela definiu como "a cereja do bolo" da viagem.

Ao g1 , ela falou sobre o processo de criação do disco, a vinda ao Brasil e a reunião do Fifth Harmony em um show dos Jonas Brothers, no ano passado. Veja abaixo:

Lauren Jauregui passou pelo Brasil com os shows 'One Night' — Foto: Divulgação

g1: Você está preparando seu álbum de estreia, né? O que é interessante, porque demorou um pouco, você teve alguns EPs no meio tempo... Então, por que demorou tanto e quem é a Lauren neste álbum?

Lauren: Demorou tanto porque houve muitas descobertas a serem feitas sobre mim mesma como artista e também muita coisa de bastidores que vocês nunca vão saber sobre...

Lauren: Ainda não. Vocês vão ter que esperar pelo meu livro de memórias, desculpa. Mas, sim, muita m*rda e muitos obstáculos que impediram as coisas de fluírem da maneira que planejei, mas o que aprendi mais com tudo isso é que o que você planeja, Deus [planeja outra coisa].

Então eu sigo o fluxo agora. Mas agora toda a música está pronta, preparada e estou num dos melhores lugares da minha vida, fundamentalmente. Então, a programação de Deus é melhor do que a minha.

Lauren: Não, ainda não, mas está a caminho.

g1: Você criou a sua própria gravadora, imagino que isso seja consequência dessas coisas que você mencionou... O que você ganhou saindo do sistema tradicional de gravadoras e o que acha que teve de abrir mão?

Lauren: Bom, eu ganhei a propriedade da minha PI [propriedade intelectual], que é o que os artistas criam quando entram num estúdio, fazem shows e criam mercadorias... tudo isso é propriedade intelectual. E em qualquer outro negócio ou indústria, nem se discute quem é o dono do quê: se você cria a PI, você é dono da PI, é assim que funciona.

Então, eu consegui a minha PI, sou dona das minhas masters e, além disso, tenho controle criativo total, então ninguém me diz "isso não é um hit, isso não vai funcionar, eu não gosto disso". É tipo: "Ok, querida, não quero saber, eu gosto. Então eu faço acontecer". E isso é o melhor. Essas são as duas coisas que ganhei: a liberdade, a liberdade de me expressar autenticamente e não deixar ninguém me silenciar e cortar meus recursos.

Mas, ao mesmo tempo, o que perdi foram recursos da indústria, porque a indústria... a indústria é implacável, cara. Eles querem quem eles querem, e você vai ver quem eles querem porque há milhões e milhões de dólares por trás disso, sabe?

Então, a maior parte do meu material é bem "faça você mesmo", feito com muita intenção, muito amor e muita criatividade com pouquíssimos recursos. Mas isso vai mudar.

g1: Você sempre foi muito sincera sobre suas crenças e causas. Isso te atrapalhou em algum momento?

Lauren: Tenho certeza de que sim, olá! Todos nós vivemos no mundo em que vivemos e sabemos como é.

g1: Então, você também veio este ano, para o Carnaval... E também vi você na tela porque você estava na Casita no show do Bad Bunny. Conta um pouco sobre como isso aconteceu.

Lauren: Meu Deus! Bom, eu tenho uma equipe maravilhosa que consegue me conectar e fazer coisas incríveis aqui e ali, sabe? E essa é definitivamente uma das coisas mais incríveis que já pude fazer: estar na Casita. Então, sim, consegui ir à Casita com a minha amiga Nyla, estávamos juntas no Brasil, e eu aproveitei tanto o Carnaval!

Lauren Jauregui no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 — Foto: Reprodução/Instagram

A Casita do Bad Bunny foi literalmente a cereja no topo do bolo de toda a situação, porque tive uma experiência tão linda no Rio para o Carnaval. Foi lindo. E foi tão legal ver a vibração do Brasil durante o Carnaval... nunca tinha vivido algo assim, onde o país inteiro celebra junto, tão conectado e tão livre, sabe? É tão lindo.

É uma experiência tão especial. Se nunca foi ao Carnaval, vá ao Carnaval, faça isso. Uma experiência única na vida.

g1: Você já veio ao Brasil algumas vezes. Alguma memória favorita específica?

Lauren: Meu Deus, tenho tantas memórias lindas aqui. Acho que uma das minhas favoritas foi quando vim da última vez, fui a uma praia à noite no Rio, e éramos só eu e as pessoas com quem vim, estávamos no oceano à noite, e ir à água à noite é uma das minhas coisas favoritas, por isso foi tão divertido.

E é uma praia onde se vai à noite, por isso há luzes e as pessoas continuam a conviver e tal, e foi muito legal, muito divertido. Acho que essa foi uma das mais divertidas. E, obviamente, me apresentar para os meus fãs, essa é a parte mais divertida de todas. É isso que realmente importa.

Fifth Harmony volta após sete anos de hiato — Foto: Reprodução/TikTok

g1: Você também se reuniu com o Fifth Harmony no ano passado para uma apresentação. Como você se sentiu? Gostaria de saber se foi algo de uma vez só... ou se podemos esperar mais alguma coisa.

Lauren: Pareceu muito surreal em muitos aspectos e também muito familiar e fácil em muitos aspectos, porque já tinham se passado sete anos desde a última vez que estivemos juntas nos apresentando, sabe? Por isso foi muito emocional para todas nós, eu acho. Mas foi uma experiência tão bonita e nós somos tão poderosas juntas, e é tão divertido fazer coisas juntas, sabe, quando temos a oportunidade e quando conseguimos alinhar isso. Mas, por enquanto, fica por aí.

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