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Rock in Rio 2026: os melhores e os piores shows do 1º final de semana | G1

Leia as críticas do g1 e veja as listas dos 5 melhores e 4 piores dos Palcos Mundo e Sunset. Os critérios levam em conta relevância, talento de cada artista, a apresentação no festival, reação da plateia, escolha do setlist, execução das músicas e parte técnica da performance.

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Elton John se apresentou no Rock in Rio 2026 — Foto: Leo Franco/AgNews

Nesta primeira semana, o Rock in Rio 2026 teve dias bem ecléticos. Começou sexta (4), dia de rock, seguido pelo dia de metal no sábado (5); domingo (6) foi dominado por atrações nostálgicas dos anos 2000, entre o pop, hip hop e a música dançante; e esta segunda (7) teve nomes entre MPB, bossa nova, jazz e pop.

Foram grandes nomes nacionais e internacionais, com erros e acertos, e alguns shows memoráveis. Abaixo, o g1 elege os destaques positivos e negativos (nos palcos Sunset e Mundo) na primeira etapa do Rock in Rio.

As listas foram feitas com base nos reviews do g1 , que fez a cobertura dos principais shows do Rock in Rio. Os critérios levam em conta não só a relevância e talento de cada artista. A apresentação no festival, a reação da plateia, a escolha do setlist, a execução das músicas e a parte técnica da performance também são fatores considerados nos rankings.

Jon Batiste embalou o show desta segunda (7), no Rock in Rio, como um pastor conduz um culto. Nesta congregação, pregou a união entre a cultura dele e a nossa: foi do samba ao blues, do gospel (americano) ao Carnaval, partindo do princípio que tudo faz bem para a alma.

Isso ficou claro logo na primeira música. Jon já abriu o show cantando acapella, como uma espécie de louvor. Em seguida, esquentou: acompanhado de um grupo de percussionistas cariocas, o culto virou festa.

“Isso não é um show, é uma prática espiritual. E de onde eu venho, quando a gente toca esse tipo de música, as pessoas não ficam paradas. Preciso sentir sua liberdade”, disse, ao cantar “Freedom”. Leia mais sobre o show de Jon Batiste.

No fechamento da primeira noite de Rock in Rio, o Foo Fighters deu aos fãs o que eles esperavam nesta sexta-feira (4). Foi uma performance segura, fruto de seis vindas anteriores ao Brasil. Aos 57 anos, Dave Grohl provou estar em boa forma como cantor.

Quem é fã sabe que a voz dele já deu sinais de desgastes por problemas médicos. Aliás, é provável que o otorrino dele não aprove essa ideia aí de cantar o show inteiro mascando chiclete.

Além de trocas no repertório em relação ao The Town 2023, como as inclusões das baladas “Wheels” e “Marigold”, a maior novidade foi a troca de baterista. Ilan Rubin, correto em sua função, entrou em 2025 após a saída de Josh Freese, que tinha assumido o posto de Hawkins no evento em São Paulo. Leia mais sobre o show de Foo Fighters.

Quem já foi a algum show de Péricles, já deve ter visto ele inserir no meio de seus sucessos do samba e do pagode a faixa "Stand by Me", da lenda do soul Ben E. King.

Mas para sua apresentação no Palco Sunset, do Rock in Rio, nesta segunda-feira (7), o artista fez deste gênero o principal. E único.

Péricles deixou para trás a linha musical que o consagrou, abraçou hits do soul e do R&B norte-americanos e usou o português somente para conversar com o público. Leia mais sobre o show de Péricles.

Praticamente com um CPF para chamar de seu, Oli, o vocalista, fez de um tudo: chamou fã vestido de camisa do Brasil para cantar no palco, surpreendeu a plateia que o acompanha desde o inicinho com músicas do primeiro álbum e até se embananou chamando Rio de Janeiro de São Paulo.

A plateia, devota e provocada pelo cantor, tratou rapidamente de formar o maior número de rodinhas que conseguiu, com direito a sinalizadores de tudo que é cor.

No meio do bate-cabeça, ninguém parecia estar nem aí se o mapa do videogame estava sendo jogado em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Leia mais sobre o show do Bring Me The Horizon.

A volta de Elton John ao Brasil, após 11 anos, trouxe grandes hinos românticos e o cantor trajando um terno de paletó amarelo fluorescente e camisa azul-marinho. Em sua terceira vinda ao Rock in Rio e oitava vez no país, Elton se tornou o headliner mais velho da história do festival.

Com um repertório que o fez vender mais de 300 milhões de discos em todo o mundo, Elton passeou pelo melhor do rock radiofônico, com baladas imbatíveis como “I Guess That’s Why They Call It the Blues” e “Goodbye Yellow Brick Road".

Sentir ao vivo o peso desses clássicos ganha outros contornos quando se sabe que Elton desacelerou o ritmo na carreira. Só que ele segue entoando “I’m still standing” e a torcida é para que continue em pé por muito tempo. Leia mais sobre o show de Elton John.

Os piores shows do primeiro final de semana

Quem leu o nome do show “Luísa Sonza convida Menescal” pensou que a cantora faria uma homenagem à bossa nova tendo o ícone do estilo com algum destaque. A cantora gaúcha, porém, entregou seu recorrente show pop com um pequeno bloco dedicado à bossa. Seria maldade dizer que o mais intimista da performance foi o público pequeno, o menor dentre as três performances dela no Rock in Rio?

Após mostrar força com duas vezes ao Rock in Rio, Luísa teve problemas nesta segunda (7). O pior deles foi a pouca presença de público. Era fácil chegar na grade. Bastava desviar de uns poucos fãs de Elton John, headliner da noite.

Outro problema foi o som. Ele estava embolado e estourado, com a voz da cantora por vezes escondida em uma massa sonora, principalmente em canções de batidas pesadas como “Motinha 2.0”. Era difícil entender o que ela cantava se você não conhece as letras e não se trata de um problema de dicção. Afinal, ela evoluiu bastante como cantora. Leia sobre o show de Luísa Sonza.

A banda britânica Hot Milk estreou no Rock in Rio em horário privilegiado: foi a penúltima atração do Palco Sunset na sexta (4). Mas um bom horário pode ser mais um fardo que uma vantagem, como a banda comprovou ao encontrar um público modesto – bem menos engajado que horas antes, com Detonautas e Biquini.

“Brasil, cadê vocês, p*rra?”, gritou a vocalista Han Mee, com expressão decepcionada ao entrar no palco.

Foi preciso explicar, didática e repetidamente, que ela queria ver gente, rodinhas punk e alguma resposta. Mas pouco funcionou com a apática galera desta sexta – o que deu certo, foi na marra.

Ficou a frustração, mas a sensação de que eles fizeram tudo o que podiam. Nem todo esforço do mundo salva uma banda que não está no palco certo na hora certa. Leia mais sobre o show do Hot Milk.

Mesmo tentando apostar nas músicas mais pesadas de seu repertório, Colson Baker, nome real do artista de 36 anos, enfrentou uma plateia dividida. No começo, interrompeu o show para acalmar parte do público que o hostilizava.

Fãs de Avenged Sevenfold não morrem de amores por MGK, ao que parece. Meio nervoso, disse que era um cara de Ohio vivendo seu sonho e estava ali para cantar para seus fãs. “Existem dois tipos de música: boa e ruim”, explicou, sem deixar claro a qual das duas se dedicava.

Há momentos acima da média como a performance sóbria de “My ex’s best friend”, a última da noite. Em um festival dominado por emos, faria sentido, mas em uma noite de Rock in Rio voltada ao rock pesado, não funcionou. Leia mais sobre o show do MGK.

No chuvoso terceiro dia de festival, Nelly deixou bem claro que não veio para inventar. Com um DJ e um hype man (rapper de apoio), ele comandou uma festa nostálgica na qual basicamente grita palavras de ordem, rima e canta, trajando uma camisa de basquete da coleção da Nike dedicada a Michael Jordan e a Seleção Brasileira.

Não há banda de apoio, transições bem pensadas entre as músicas ou direção artística para aproveitar bem o mega telão. É como se três amigos subissem ao palco e ligassem uma playlist This is Nelly no estilo karaokê, incluindo o R&B “Just a dream”, de 2010, uma das mais cantadas.

Mesmo com uma performance tão enxuta, a plateia aprovou a ideia, embora não parasse de conversar. O pico da tagarelice vinha quando ele não estava cantando hits dele e de outros: de Michael Jackson e Hall & Oates a Journey. Eram apenas versões curtas com Nelly berrando por cima, como se estivesse cantando em seu chuveiro. Leia mais sobre o show de Nelly.

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Sunday, October 11, 2026

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