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Sunday, September 20, 2026

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Crise do BRB e internação involuntária: o que os candidatos disseram nas entrevistas ao DF1 | G1

Entre segunda (14) e quinta-feira (17), Leandro Grass (PT), Celina Leão (PP), Paula Belmonte (PSDB) e Arruda (PSD) estiveram ao vivo para tratar de temas que interessam ao eleitorado.

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Candidatos ao GDF participam de entrevistas no DF1. — Foto: TV Globo/Reprodução

Nesta semana, a TV Globo entrevistou os quatro candidatos ao Governo do Distrito Federal mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha na sexta-feira (11) .

Entre segunda (14) e quinta-feira (17), Leandro Grass ( PT ), Celina Leão ( PP ), Paula Belmonte ( PSDB ) e Arruda ( PSD ) estiveram ao vivo no DF1 e responderam perguntas sobre temas que interessam ao eleitor — como a crise do BRB e internação involuntária.

Confira trechos das falas dos candidatos em ordem alfabética abaixo.

Questionada sobre a crise do BRB, Celina Leão respondeu que sempre teve "um papel muito restrito a uma representação política e cumprimento de agendas". "

Sobre essa situação do BRB, o que se falava à época era que seria bom para o governo, que o banco seria nacionalizado, algo que eu discordei desde o primeiro momento e fui a público discordar".

"O BRB é um banco regional. Ele precisa de cumprir um propósito. Ele entrou numa briga de mercado que não era dele. Ele não tinha tamanho para isso e, naquele momento, já eu acho que o BRB já apresentava problemas. Porque não foi a compra, porque a compra não se materializou. O que trouxe o prejuízo não foram R$ 30 bilhões, foram R$ 21 bilhões, que foram comprados de títulos do Master. Hoje até agora, nesse momento, R$ 3 bilhões foram considerados títulos fraudulentos".

A candidata também afirmou que não há risco de o BRB quebrar. "O que a gente tem discutido muito sobre o BRB, é que a gente está tentando pegar um empréstimo dos bancos privados, e acho que nós enfrentamos o assunto de frente".

"Eu tinha dois grandes problemas, quando eu assumi o governo. Um é o equilíbrio das contas públicas, que eu soltei três decretos seguidos, reduzindo custos e tal e, com isso, nós conseguimos reequilibrar as contas públicas, soltamos o balanço. O secretário foi prestar conta disso na Câmara. Eu acho que isso mostra gestão".

"O nosso segundo problema era o BRB, que eu também nunca saí reclamando de problema. Eu assumi o problema do BRB. Fui para São Paulo, fui conversar com o Fundo Garantidor e busquei no Judiciário uma saída. Quando eu fui no Judiciário, eu pedi o aval. Eu não tava pedindo um empréstimo, porque o aval, diferente do que o ministro da Economia fala, é uma garantia. Porque quem paga sou eu, o Estado. Ele não tá tirando dinheiro da União. Quem está se comprometendo é o próprio BRB", explica a candidata.

"Eu assumi o governo algumas vezes, na ausência do Ibaneis. Mas você não tem autonomia de trocar secretário e você não tem autonomia na gestão do Paulo. Mas ele já era. É uma pessoa que não estaria no meu governo, muito antes de acontecer".

Arruda disse que seria leviano ter uma solução definitiva para o Banco de Brasília (BRB) sem ter o balanço.

"Admitindo-se que o balanço gere condições de recuperação do banco, eu tomaria algumas medidas: primeiro, fechar as 19 agências fora de Brasília; acabar com esses patrocínios esdrúxulos de time de futebol de fora, prêmio de Fórmula 1, sala VIP de bacana; reduzir o banco a sua missão fundamental, que é Brasília e o Entorno", disse.

Segundo ele, é "fundamental" aplicar o Fundo Constitucional (FCO) no BRB, através de um entendimento com o governo federal. "São 15 bilhões de reais ano para serem aplicados no BRB".

Leandro Grass afirmou que seu plano para a crise do BRB passa por uma "auditoria completa" da operação entre BRB e Master, nos primeiros 90 dias de governo.

"A gente precisa da auditoria. A gente precisa do balanço. Não tem como salvar o BRB e nem organizar o rombo que eles criaram do roubo sem auditoria e balanço", afirmou.

Segundo o candidato, a partir do balanço e da auditoria será possível dialogar soluções com o Banco Central, governo federal e Fundo Garantidor. Ele ainda disse que é contra a privatização do BRB.

"Existem várias possibilidades. A gente pode, por exemplo, ter um processo de incorporação do BRB, a partir dos bancos federais. A gente pode ter um crédito especial para tentar dar capacidade de capitalização para o BRB".

Grass também defendeu que os bens dos investigados no Caso Master, como Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, também cubram o rombo do BRB.

Sobre a crise envolvendo o BRB e as negociações com o Banco Master, Paula Belmonte defendeu mais transparência na gestão do banco, com auditorias e divulgação de balanços financeiros.

A candidata afirmou que a instituição deve voltar a priorizar o fomento da economia do Distrito Federal e criticou a estratégia de expansão nacional adotada nos últimos anos.

Paula também fez críticas à governadora Celina Leão, que disputa a reeleição. Segundo a candidata, Celina tinha conhecimento das negociações envolvendo o Banco Master "por ser presidente de um partido" cujos deputados votaram favoravelmente à operação na Câmara Legislativa.

Belmonte ainda cobrou a divulgação de informações financeiras relacionadas ao negócio e acusou o governo de falta de transparência.

Na entrevista, Celina foi confrontada com o dado do Instituto de Pesquisa Estatística do DF que aponta a existência de 3,5 mil pessoas em situação de rua na capital.

Ao ser perguntada sobre o que a candidata pretende fazer para ampliar a assistência social, Celina Leão respondeu que ela foi a primeira governadora "a enfrentar esse tema de frente", com a internação involuntária humanizada.

"Com a aprovação da lei da internação involuntária humanizada, nós levamos a assistência social, mesmo se a pessoa não quiser sair da rua, nós tiramos, desobstruímos. Eram 450 pontos, e já desobstruímos mais de 410 pontos, devolvendo a cidade às pessoas que habitam, e dando também assistência social àquelas pessoas que estão em situação de rua".

"É importante lembrar que esse governo implementou muitas ações sociais também. Nós temos o DF sem miséria. Nós temos o Vale Gás, o cartão Material Escolar, temos o Cartão Uniforme, o Cartão Prato Cheio. Nós temos agora as três refeições nos restaurantes comunitários", afirma.

Quando perguntado sobre internação involuntária, Arruda disse que a ação ficou "só no papel". "Primeiro não há. Porque essa internação involuntária ficou só no papel. Só duas pessoas foram internadas".

"Eu vou fazer a internação involuntária sim, só que humanizada. São seres humanos, ainda que dependentes de droga, e ainda que estejam cometendo crimes, são seres humanos e serão tratados como tal", diz.

O candidato também falou sobre "limpar" o DF. "Cidade suja é cidade insegura. Eu vou fazer um mutirão de limpeza em todo o Distrito Federal. A cidade tem que ser limpa, cortar mato. Segundo, as pessoas em situação de rua têm que ser tratadas com humanidade, mas com firmeza. É a capital do país. Não pode continuar essa bagunça do jeito que está", afirma o candidato.

Sobre os Centros Pop, o candidato disse que eles devem ficar afastados dos centros urbanos.

"Centro POP vai para um lugar distante dos centros urbanos. Eu pretendo usar, se for possível, uma instalação já existente do GDF, que é longe de qualquer cidade, que era para ser um quartel. Mas aí as pessoas vão até lá. Nós vamos levá-las até lá, porque o erro é esse. Quando as pessoas podem ir a pé e sair, e cheirar a droga, e roubar... Os centros de internação, obrigatoriamente, tem que ser longe dos centros urbanos".

Sobre o modelo de internação involuntária no DF, Grass disse que a medida exige avaliação médica prévia.

"Essa ideia de que vai sair internando todo mundo que está na rua não funciona. Quem está na rua precisa de cidadania e dignidade para sair da rua".

Sobre internação involuntária, a candidata disse que pretende manter o programa com a perspectiva da família: "Cada um que está dentro da rua, ele tem uma família, mas precisamos trazer primeiramente a segurança das pessoas".

"Eu quero falar da vulnerabilidade de uma pessoa que está em vulnerabilidade na cidade. Essas pessoas, tem senhores que estão com Alzheimer... Então a gente precisa olhar para a perspectiva da família e retornar essa pessoa para a família. Também não tem internação involuntária, se você não tem um programa habitacional. Um dos pontos do nosso plano de governo é oferta habitacional para as pessoas, tanto social quanto para que a gente possa empreender. Brasília tem uma falta de oferta de habitação de mais de 105 mil pessoas", diz.

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