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Greve da Caixa em Ribeirão Preto: 60 agências fechadas no 15º dia | G1

Segundo sindicato, adesão está perto de 90% entre cerca de 800 funcionários. Banco pediu que o TST analise o impasse, e entidade diz que só nova assembleia pode encerrar a paralisação.

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Agências da Caixa da região de Ribeirão Preto estãgreve — Foto: Beatriz Andreoli/TV Diário

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal chegou ao 15º dia nesta quinta-feira (24) com mais de 60 agências fechadas na região de Ribeirão Preto (SP). Segundo o Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região, a paralisação atinge todas as unidades do banco nas cidades da base da entidade.

De acordo com a entidade, a região tem cerca de 800 funcionários da Caixa, e a adesão à greve está perto de 90%. Casos considerados especiais têm sido atendidos pelos gestores das agências que continuam trabalhando.

A paralisação segue por tempo indeterminado. Segundo a entidade, a greve foi aprovada em assembleia, e só uma nova assembleia pode mudar a decisão.

Nesta quinta-feira, a Caixa informou que protocolou no Tribunal Superior do Trabalho (TST) um pedido de dissídio coletivo. Com isso, a Justiça do Trabalho deve analisar o impasse na negociação do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo o banco, a medida não significa o fim das negociações.

O sindicato da região disse ao g1 que foi informado do pedido nesta quinta, mas que a petição ainda não foi disponibilizada. Por isso, a entidade afirma que ainda não tem elementos para avaliar o processo. (entenda abaixo)

Segundo o sindicato, mesmo antes da greve os clientes da Caixa já usavam lotéricas e aplicativos do banco, como Caixa Tem, Caixa Habitação e Caixa FGTS.

A Caixa afirma que o pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, não foi interrompido. O dinheiro pode ser movimentado pelo Caixa Tem, pelo App Caixa e pelos cartões vinculados às contas.

Segundo o Procon-SP, saques e depósitos podem ser feitos nos caixas eletrônicos. O órgão orienta que o consumidor continue pagando as contas no prazo sempre que houver outro canal disponível.

Paralisação dos empregados da Caixa afeta atendimento presencial em unidades da região de Ribeirão Preto — Foto: Reprodução/ Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região

A principal reivindicação da categoria envolve o Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários.

Segundo o sindicato, desde 2017 a própria Caixa limita sua participação no custeio do plano a 6,5% da folha de pagamento. A entidade afirma que o teto provocou déficits anuais. Com isso, vieram sucessivos aumentos nas mensalidades e na coparticipação pagas pelos empregados.

"Nossa reivindicação é pelo fim do teto de 6,50%, para que a Caixa volte a participar na cobertura dos custos com a saúde dos empregados como estava fazendo até 2017", afirmou o sindicato, em resposta ao g1.

Na última proposta, a Caixa ofereceu ampliar o próprio limite de contribuição a partir de 2027. A oferta também incluía mudanças em mensalidades, coparticipação, remuneração variável e condições de trabalho.

Agências da Caixa seguem fechadas durante greve dos funcionários na região de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Gustavo Luz/TV TEM

Segundo o sindicato, diferentes propostas da Caixa foram levadas aos bancários em três assembleias. Nas três, as propostas foram rejeitadas com percentuais acima de 60% em nível nacional.

A greve nacional começou em 10 de setembro, depois que os funcionários rejeitaram uma proposta de renovação do acordo coletivo. A votação mais recente terminou na segunda-feira (21).

No processo, o banco também pediu a manutenção temporária dos benefícios previstos no acordo coletivo anterior enquanto o caso é analisado pela Justiça do Trabalho. Segundo a Caixa, o recurso ao tribunal não significa o fim das negociações.

O Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região informou ao g1 que ainda não tinha detalhes da petição apresentada pelo banco e, por isso, não havia se manifestado sobre os efeitos do processo.

Por enquanto,a greve continua na região. Segundo a entidade, a paralisação foi aprovada em assembleia e somente uma nova votação dos trabalhadores pode alterar a decisão.

O sindicato afirma ainda que a adesão à greve ou o retorno ao trabalho são decisões individuais de cada funcionário.

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Sunday, October 18, 2026

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