Chevron anuncia US$ 7 bi para ampliar petróleo na Venezuela | G1
Secretário de Energia americano prevê que produção da Venezuela supere 2 milhões de barris por dia até 2030; Chevron anuncia investimento de US$ 7 bilhões para mais que dobrar sua produção no país
A produção de petróleo da Venezuela deve mais que dobrar até 2030 e superar 2 milhões de barris por dia, afirmou nesta quarta-feira (2) o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright. Segundo ele, o país já produz mais de 1,2 milhão de barris por dia.
Wright também disse estar confiante de que o petróleo venezuelano poderá ser usado para recompor a reserva estratégica dos Estados Unidos, um estoque mantido pelo governo americano para situações de emergência no abastecimento.
“Começamos com um pouco menos de um milhão de barris por dia. Hoje, são mais de 1,2 milhão de barris por dia”, afirmou Wright em entrevista à CNBC. “A produção da Venezuela ultrapassará 2 milhões de barris por dia até o final desta década”, acrescentou.
A previsão ocorre após um acordo entre os Estados Unidos e a Venezuela que amplia a participação americana no setor de petróleo do país. Wright está em Caracas nesta quarta-feira para acompanhar a assinatura de novos acordos com o governo interino de Delcy Rodríguez.
O acordo dá aos Estados Unidos o direito de explorar um quinto das reservas de petróleo da Venezuela , de acordo com os termos divulgados sobre a negociação.
EUA ampliam presença no petróleo venezuelano
Wright afirmou que a participação do governo americano aumenta a segurança e a confiança nos contratos e pode ajudar a atrair investimentos para o setor de petróleo da Venezuela.
O país passou por anos de queda na produção e dificuldades na indústria petrolífera. No início deste ano, o governo de Delcy Rodríguez promoveu uma reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que facilita a criação de novos negócios no setor.
A expectativa americana é que a mudança nas regras e a entrada de investimentos ajudem a acelerar a recuperação da produção venezuelana.
A Chevron, uma das maiores petrolíferas americanas, anunciou nesta quarta-feira que pretende investir mais de US$ 7 bilhões na Venezuela nos próximos cinco anos.
A empresa americana prevê mais que dobrar sua produção no país, chegando a cerca de 600 mil barris por dia.
Chevron, Eni, KEO Capital e Primavera estão entre as empresas envolvidas em novos acordos de energia com o governo venezuelano. Os contratos preveem, principalmente, a expansão de projetos negociados com o Ministério do Petróleo e com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo.
Os novos acordos seguem as regras da reforma aprovada em janeiro.
A KEO Capital, por meio de sua subsidiária nos Estados Unidos, fechou um acordo com a PDVSA para formar a joint venture Petrourdaneta. A empresa ficará responsável pela operação do projeto e terá uma linha de crédito de US$ 350 milhões.
A italiana Eni também pretende ampliar sua atuação na Venezuela com uma nova área na Faixa do Orinoco, uma das principais regiões produtoras de petróleo do país.
O movimento ocorre depois de anos de afastamento de grandes empresas americanas do setor de petróleo venezuelano.
ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram projetos no país após a nacionalização de ativos em 2007. A Chevron permaneceu na Venezuela e agora planeja ampliar sua produção.
A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. A indústria do país, porém, foi enfraquecida por problemas de gestão, corrupção e sanções.
Além do aumento da produção venezuelana, Wright vê o petróleo do país como uma possível fonte para recompor a reserva estratégica americana.
A reserva estratégica é um estoque de petróleo mantido pelo governo dos Estados Unidos para ser usado em situações de emergência, como interrupções no fornecimento.
Wright disse estar confiante de que o petróleo venezuelano poderá ser trocado por petróleo destinado à reserva americana.
Em outra declaração nesta quarta-feira, o secretário afirmou que espera que a Venezuela produza mais de 1,5 milhão de barris por dia já no primeiro semestre de 2027.
A previsão é de que a produção continue crescendo até superar 2 milhões de barris por dia no fim da década.
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