Dólar abre em alta, de olho em preços do petróleo e pesquisas eleitorais | G1
Na véspera, a moeda americana subiu 0,70%, cotada a R$ R$ 5,0105. Já a bolsa brasileira recuou 0,74%, aos 204.309 pontos.
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (8) em alta, com um avanço de 0,15% perto das 9h, cotado R$ 5,0178 . Já as negociações do Ibovespa , principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
Investidores acompanham a disparada nos preços do petróleo, após notícias de que o governo Trump pode fazer novos ataques ao Irã. Dados do mercado de trabalho americano e sinais sobre o futuro dos juros no país também ficam no radar. Por aqui, o cenário eleitoral segue em foco.
▶️Sinais de que o governo Trump planeja realizar novos ataques contra o Irã antes das eleições legislativas voltaram a pressionar os preços do petróleo nesta quinta-feira. Somado aos novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, investidores seguem preocupados com os efeitos da guerra nos preços globais de energia.
Com o noticiário, os preços do petróleo operavam em alta nesta quinta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent , referência internacional, subia 4,37%, cotado a US$ 104,58 . Já o West Texas Intermediate ( WTI ), referência dos EUA, avançava 4,49% , a US$ 92,24 o barril.
▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com os novos dados de emprego dos Estados Unidos . Os números devem trazer novos sinais sobre a força da economia americana e pode ajudar analistas a calibrarem suas apostas para os juros do país.
▶️ No Brasil, o foco fica com as novas pesquisas eleitorais do Datafolha , com os números da corrida presidencial e da disputa pelos governos do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Os levantamentos foram contratados pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Investidores aguardam os números das novas pesquisas eleitorais. Na véspera, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, disse que pretende aproveitar a maioria de seu grupo político no Congresso para mudar a Constituição, caso seja eleito.
Durante evento em Goiânia, após receber o apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, o candidato afirmou que quer eleger um aliado para a presidência da Câmara e usar essa composição para promover as mudanças, mas não especificou quais pontos da Constituição pretendia alterar.
Nesta quarta-feira (7), Flávio explicou que a declaração sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se referia a propostas que já defendeu, como a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição.
O candidato disse que essas mudanças teriam de ser feitas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e afirmou que pretende agir com “ponderação” e respeito à Constituição.
A reforma do Judiciário e a redução da maioridade penal já aparecem entre suas propostas.
🔍 Para aprovar uma mudança na Constituição, é preciso apresentar uma PEC, que passa por dois turnos de votação na Câmara e no Senado e precisa de pelo menos três quintos dos votos em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores .
A Constituição também estabelece limites às mudanças, como a proteção às chamadas cláusulas pétreas, que incluem direitos e garantias individuais, voto direto e secreto e a separação dos Poderes.
Na segunda (5), o mercado reagiu com forte alta após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula . Economistas, porém, alertam que o otimismo pode ser passageiro, diante da falta de propostas concretas para as contas públicas e dos desafios políticos para aprová-las.
Na Ásia , houve queda generalizada entre as bolsas da região, conforme investidores repercutiam novas tensões políticas, rendimentos globais mais elevados a temporada de balanços corporativos locais.
O SSEC , índice de Xangai, caiu 0,8%, enquanto o CSI300 , índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, perdeu 1,09%. Entre os demais índices da região, o Nikkei , do Japão, recuou 1,42%, o Kospi , da Coreia do Sul, teve queda de 2,62% e o Hang Seng , de Hong Kong, desvalorizou 1,43%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
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