Dólar opera em alta, com negociações entre EUA e Irã no radar; Ibovespa cai | G1
Na véspera, a moeda americana recuou 0,11%, cotada a R$ 5,1028. Já a bolsa brasileira avançou 0,46%, aos 187.457 pontos.
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (23), com um avanço de 0,61% perto das 10h10, cotado a R$ 5,1340 . Já o Ibovespa , principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,73% no mesmo horário, aos 186.051 pontos .
Com foco no exterior, investidores continuam a monitorar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã e seguem em compasso de espera pelo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping , prevista para quinta-feira. Na agenda doméstica, uma terceira rodada de pesquisas eleitorais da Quaest fica sob os holofotes.
▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã seguem no centro das atenções. Na véspera, Trump afirmou que autoridades dos dois países se encontraram para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas. O Irã também indicou que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os americanos alivirarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.
Perto das 10h10, o barril do Brent , referência internacional, subia 1,30% , cotado a US$ 100,54 . Já o West Texas Intermediate ( WTI ), referência nos EUA, tinha alta de 0,68% no mesmo horário, a US$ 91,14 o barril.
▶️ No cenário eleitoral, a Quaest deve divulgar uma terceira rodada de pesquisas nesta quarta-feira. O último levantamento mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%.
▶️ Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Os sinais de avanço nas tratativas entre EUA e Irã seguem no radar dos investidores. Na terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo".
Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente.
"Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump.
O Irã, por sua vez, disse que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.
A delegação iraniana que viajou para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com os EUA.
Esta semana, o Irã entregou aos EUA, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para dar fim às hostilidades entre os dois países.
Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping , prevista para quinta-feira.
Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.
Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.
Na Ásia , a maioria dos mercados fechou em queda, conforme investidores avaliavam papéis de tecnologia e em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC , índice de Xangai, caiu 0,39%, enquanto o CSI300 , que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,60%. Já o Hang Seng, de Hong Kong , recuou 1,01% e o Kospi , da Coreia do Sul, subiu 0,90%. O Nikkei , do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP
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