Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista da Forbes | G1
Nascido em São Paulo, o empresário ajudou a criar o Facebook ao lado de Mark Zuckerberg, rompeu com o sócio nos primeiros anos da empresa e hoje comanda uma gestora global de investimentos em tecnologia.
O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo , com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta quinta-feira (27).
Nascido em São Paulo, em 1982, Saverin se mudou ainda criança para os Estados Unidos. Foi lá que conheceu Mark Zuckerberg , durante a graduação em economia na Universidade Harvard , e se tornou um dos cofundadores do Facebook , em 2004. Hoje, aos 44 anos, vive em Singapura com a esposa e o filho.
O brasileiro domina inglês e português de forma fluente, e conversa em espanhol no nível intermediário.
No início da rede social, Saverin ficou responsável pela área de negócios e fez o investimento inicial que permitiu o funcionamento da empresa, segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich.
Foi a participação no Facebook que deu origem à sua fortuna . Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital da empresa, que elevou o valor de sua fatia na companhia.
Foto de Eduardo Saverin ao lado da esposa, Elaine Andriejanssen (à direita), e de Justin Trudeau (à esquerda), educador e ex-primeiro ministro do Canadá — Foto: Divulgação/Linkedin
A participação de Saverin, porém, acabou sendo menor do que a dos demais fundadores. Ele e Zuckerberg romperam a parceria ainda nos primeiros anos da empresa, em meio a divergências sobre os rumos do negócio. A disputa foi parar na Justiça e inspirou parte da trama do filme A Rede Social (2010), em que o brasileiro é interpretado pelo ator Andrew Garfield .
Enquanto Saverin cuidava da área de negócios, Zuckerberg concentrava o desenvolvimento da plataforma, que crescia rapidamente. Com a expansão da empresa, surgiram divergências entre os dois sobre a condução do Facebook.
Segundo uma reportagem publicada em 2012 pelo Business Insider, Zuckerberg pretendia transferir o registro da empresa para o estado americano de Delaware, conhecido por ter uma legislação mais favorável às empresas. Ele também demonstrava insatisfação com o afastamento de Saverin das atividades do dia a dia.
Em uma mensagem enviada ao cofundador Dustin Moskovitz, Zuckerberg afirmou que Saverin havia falhado em suas principais responsabilidades: estruturar a empresa , captar recursos e desenvolver um modelo de negócios .
Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma nova empresa em Delaware para assumir o controle do Facebook. Em poucos meses, a participação de Saverin foi diluída de 65% para menos de 10%.
O Facebook questionou um documento que garantiria mais ações ao brasileiro, enquanto Saverin acusou a empresa de descumprir deveres legais de transparência e lealdade entre os sócios. Anos depois, as partes chegaram a um acordo, e Saverin ficou com cerca de 5% da empresa .
Em 2012, pouco antes da abertura de capital do Facebook, o brasileiro renunciou à cidadania americana e passou a viver oficialmente em Singapura, onde mora até hoje.
Eduardo Saverin à esquerda, segurando um peixe com Johan Attby, ao seu lado (no meio da foto), sócio da Norrsken Evolve. — Foto: Divulgação/Linkedin
Depois de deixar a gestão do Facebook, Saverin passou a investir em empresas de tecnologia em estágio inicial. Em 2015, fundou a gestora B Capital ao lado de Raj Ganguly, ex-executivo da Bain Capital e do Boston Consulting Group (BCG) .
Atualmente, Saverin é cofundador e copresidente da empresa, que investe em companhias de tecnologia, saúde e clima em diferentes países. Segundo a Forbes, a gestora administra mais de US$ 7 bilhões (R$ 35,77 bilhões) e mantém escritórios em cidades como São Francisco, Nova York, Los Angeles, Austin, Singapura, Hong Kong e Doha.
Sob a liderança de Saverin, a B Capital ampliou sua atuação nos últimos anos. Em 2022, levantou US$ 250 milhões (R$ 1.277,5 bilhões) para investir em startups em estágio inicial. Em 2024, captou outros US$ 750 milhões (R$ 3.832,5 bilhões) para empresas mais consolidadas.
Já em 2026, anunciou um novo fundo de US$ 500 milhões (R$ 2.55 bilhões) voltado ao financiamento de novos negócios de tecnologia , ampliando sua presença no mercado de investimentos em inovação.
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