Zema propõe corte de gastos para reduzir taxa de juros | G1
Em entrevista à Rádio Guaíba, candidato do Novo também reconheceu vantagem de partidos com mais tempo de propaganda eleitoral.
Em agenda no Rio Grande do Sul, o candidato à Presidência da República Romeu Zema ( Novo ) afirmou, durante entrevista à Rádio Guaíba, que pretende reduzir os gastos do governo federal para fazer a taxa de juros cair, caso eleito . Ele também defendeu um a reforma administrativa e o fim de supersalários, privilégios e despesas consideradas desnecessárias .
"Eu vou fazer o governo acabar com essa gastança desenfreada, que é o que causa esse grande mal", afirmou.
Segundo Zema, o governo federal gasta mais do que arrecada e, por isso, precisa recorrer a empréstimos de valores cada vez maiores. Na avaliação dele, esse cenário pressiona os juros. "O Banco Central deixa a taxa de juros no patamar em que ela está porque isso ocorre pelo motivo da gastança do governo federal. O governo federal hoje gasta muito mais do que arrecada", disse.
Zema comparou a atuação do Banco Central ao uso de um termômetro para medir a febre . Para ele, o governo deve agir sobre as causas dos juros elevados, em vez de responsabilizar a instituição pela manutenção das taxas. "Você tem de alterar a temperatura do corpo e não a temperatura do termômetro", afirmou.
"Eu vou fazer uma reforma administrativa, acabar com os super salários, acabar com os privilégios, com as mordomias, com os gastos desnecessários que a gente vê aí, corre solto no governo federal", declarou.
Zema também relacionou os juros ao endividamento das famílias e ao custo de produtos comprados por financiamento, como celulares, motos e carros.
"Taxa de juros alta significa o quê? Significa prestação lá em cima. A pessoa compra um carro e paga dois ao final", disse.
Zema também afirmou que pretende proibir as plataformas de apostas esportivas, as chamadas "bets".
Questionado sobre a propaganda eleitoral, Zema reconheceu que partidos com mais tempo de rádio e televisão têm vantagem , mas afirmou que esse fator não é determinante para o resultado de uma eleição — o candidato não tem tempo na propaganda em rádio e TV.
Ele citou a disputa de 2018, quando foi eleito pela primeira vez para o governo de Minas Gerais, quando o partido não tinha tempo de propaganda em rádio e TV naquela eleição. Para Zema, as propostas, o histórico dos candidatos, as redes sociais, as entrevistas e os encontros com eleitores também influenciam a decisão do eleitor.
"As redes sociais hoje têm uma relevância muito grande. E estou aí rodando todo o Brasil, tendo mais compromissos do que meus concorrentes, dando mais entrevistas, fazendo mais encontros. Então, tudo isso também tem seu peso", disse.
O candidato afirmou ainda que está confiante na possibilidade de superar a vantagem dos partidos maiores.
"Não resta dúvida que os 'partidões' têm essa vantagem", declarou.
Durante a tarde desta sexta-feira (28), Zema participa de um encontro com pastores e de uma reunião com integrantes do Novo à noite. No sábado (29), o candidato deve visitar o município de Feliz.
Zema visita a Expointer, em Esteio, no domingo (30) pela manhã e, depois da agenda no Rio Grande do Sul, segue para Curitiba.
Romeu Zema, candidato à Presidência da República pelo partido Novo — Foto: Rodilei Morais/Fotoarena/Estadão Conteúdo
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