Hackers roubam R$ 34 bilhões em criptomoedas da Binance; veja os maiores ataques já registrados | G1
Ataque à maior corretora de criptomoedas do mundo resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões em cerca de 20 minutos e superou invasões anteriores, como a da Bybit, em 2025.
O ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e estabeleceu um novo recorde de perdas no setor.
O episódio, registrado nesta quinta-feira (29), superou invasões anteriores, como a da Bybit, que teve US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em ativos digitais roubados em fevereiro de 2025 .
O caso se soma a uma série de ataques contra plataformas de criptomoedas. Somente em 2025, criminosos desviaram US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões) em quase 150 operações , segundo levantamento da empresa de análise TRM Labs.
Veja abaixo alguns dos maiores roubos de criptomoedas da história, desde o surgimento do Bitcoin, em 2008.
Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum — Foto: Reuters
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), considerado o maior da história do setor.
Os criminosos conseguiram transferir a maior parte dos recursos em aproximadamente 20 minutos. Segundo empresas do setor, o ataque teria sido realizado por hackers ligados à Coreia do Norte.
A Binance informou que está investigando o caso, prometeu cobrir os prejuízos e afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos.
Até o momento, a corretora informou ter localizado aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) , enquanto a situação dos outros US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões) ainda não foi totalmente esclarecida.
Segundo a TRM Labs, os invasores conseguiram comprometer o sistema que autoriza as transferências da Binance.
A investigação inicial também identificou um possível acesso por meio do computador de um funcionário, mas a empresa informou ter encontrado outras falhas de segurança.
Um valor recorde de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers foi roubado da corretora Bybit em fevereiro de 2025, no que pesquisadores consideraram o maior roubo de moedas digitais até o momento.
O FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque e que os recursos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e, em seguida, distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains.
A Coreia do Norte negou envolvimento em roubos de criptomoedas.
Hackers roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) da Poly Network, plataforma que facilita transações de tokens entre usuários, em agosto de 2021. Posteriormente, devolveram quase todos os recursos roubados.
Em março de 2022, hackers roubaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 540 milhões (cerca de R$ 2,86 bilhões) de um projeto de blockchain ligado ao popular jogo online Axie Infinity.
A Ronin, rede que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, informou que os hackers roubaram cerca de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin .
Em janeiro de 2018, hackers roubaram cerca de US$ 530 milhões (aproximadamente R$ 2,81 bilhões) em criptomoedas da corretora Coincheck, com sede em Tóquio, segundo os valores da época.
Os invasores atacaram uma das "hot wallets" da empresa, uma carteira digital armazenada online, para drenar os recursos.
Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul afirmou que um grupo de hackers norte-coreano poderia estar por trás do roubo.
Em um dos primeiros e mais notórios ataques envolvendo criptomoedas, bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,65 bilhões) foram roubados da corretora Mt. Gox, em Tóquio, então a maior do mundo, entre 2011 e 2014.
A Mt. Gox, que já havia respondido por 80% das negociações mundiais de bitcoin, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque.
Cerca de 24 mil clientes perderam acesso aos seus recursos.
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