Dólar opera em alta, de olho em ata do Copom e Lula na ONU; Ibovespa cai | G1
Na véspera, a moeda americana recuou 0,70%, cotada a R$ 5,1082. Já a bolsa brasileira avançou 0,74%, aos 186.596 pontos.
O dólar opera em alta nesta terça-feira (22), com um avanço de 0,06% perto das 12h, cotado a R$ 5,1115 . Já o Ibovespa , principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,36% no mesmo horário, aos 185.929 pontos .
O destaque da sessão fica com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanham a queda nos preços do petróleo, que pode pressionar ações do setor de energia, e o discurso do presidente Lula (PT) na Organização das Nações Unidas (ONU).
▶️A ata da última reunião do Copom fica no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano.
▶️ O discurso de Lula na ONU também fica no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e Estados Unidos , que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
▶️ Investidores continuam a monitorar a queda nos preços do petróleo. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país.
Perto das 12h, o barril do Brent , referência internacional, tinha queda de 0,36% , cotado a US$ 99,98 . Já o West Texas Intermediate ( WTI ), referência nos EUA, caía 0,47% , a US$ 95,33 o barril.
▶️ Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping , prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.
No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump , afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não" . A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio.
Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.
No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio.
A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity.
Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping , prevista para quinta-feira.
Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.
Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.
Em Wall Street , os principais índices americanos operavam mistos, com investidores de olho em Trump na ONU e em meio às expectativas de negociações no Oriente Médio.
Perto das 12h, o Dow Jones caía 0,44%, enquanto o S&P 500 subia 0,01% e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,38%.
Na Europa , a maioria das bolsas locais operava em alta, também de olho no petróleo. No mesmo horário, o DAX , da Alemanha, subia 0,05%, enquanto o CAC-40 , da França, avançava 0,25%. O FTSE 100 , do Reino Unido, ia na contramão e tinha queda de 0,19%
Na Ásia , a maioria dos mercados acionários fecharam em alta modesta, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC , índice de Xangai e o CSI300 , que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong , avançou 0,2%.
Entre os demais mercados da região, o Kospi , da Coreia do Sul, valorizou 0,15%, enquanto o Nikkei , do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters
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